Mobilidade e autonomia

Prevenção de quedas em idosos

Quedas costumam ter mais de uma causa. Identificar os riscos permite construir um plano mais seguro e realista.

Dr. Igor Queiroz · Médico · CRM-BA 35034 · Geriatria RQE 27051

Por que avaliar mesmo após uma queda sem lesão?

Uma queda pode sinalizar alterações de equilíbrio, força, visão, pressão, ritmo cardíaco ou efeitos de medicamentos. Mesmo sem fratura, o medo de cair novamente pode reduzir atividades, favorecer perda de condicionamento e comprometer a autonomia.

O que entra na avaliação

  • História da queda e circunstâncias em que aconteceu;
  • Marcha, equilíbrio, força e capacidade funcional;
  • Pressão arterial, visão, audição e condições clínicas;
  • Medicamentos que podem causar sonolência ou tontura;
  • Calçados, iluminação, tapetes, degraus e apoio no banheiro;
  • Saúde óssea e risco de fraturas.

O plano é individual

As medidas podem envolver revisão de medicamentos, exercícios orientados, fisioterapia, correção de fatores ambientais, avaliação visual, investigação de osteoporose e estratégias para recuperar confiança. Nem toda pessoa precisa das mesmas intervenções.

Após queda com dor intensa, deformidade, dificuldade de apoiar o membro, perda de consciência ou trauma na cabeça, procure atendimento de urgência.

A casa também faz parte do cuidado

Quando há dificuldade de deslocamento ou necessidade de observar o ambiente, a consulta domiciliar pode ajudar a reconhecer barreiras e organizar recomendações compatíveis com a rotina real do paciente.

Conteúdo revisado por Dr. Igor Queiroz em 12 de agosto de 2026. Informação geral, sem substituir avaliação individual.